Buscar
  • edemirammoulin

Sucesso profissional, nem tanto em outras áreas.

Atualizado: 16 de Out de 2018


Após mais de vinte anos atuando em recursos humanos dentro de grandes empresas confesso que já ví de tudo,quando o assunto é performance e reconhecimento.

Desde o típico empregado protegido que é promovido sem critério, até questões familiares que ultrapassam os limites do almoço de domingo e invadem a empresa dos donos, briga de gerações entre os mais novos e os mais experientes e por aí vai. Todas essas vertentes acabam por enviesar as avaliações de desempenho e contaminar os dados, quando o assunto é Performance. Contudo, há uma máxima no ambiente corporativo, que eu gostaria de trabalhar aqui e que também destoa da realidade: “Quanto mais você trabalha, mais resultado você vai obter!” A lógica parece fazer sentido, os próprios livros e vídeos de motivação falam sobre “hard work”, “work ethic”, “Grind”, “Effort”, confesso que até hoje me arrepio quando ouço a voz do Will Smith no youtube falando que ou ele morre ou vence. Os chefes tecem elogios sobre aquele empregado, que chega cedo e vai embora tarde e o empreendedor se orgulha em dizer que: - O olho do dono é que engorda o rebanho. Tudo isso parece ótimo, para a empresa e para a pessoa – que logra os louros da meritocracia. A questão é que essa ideia não é sustentável. Acaba que com o passar do tempo a pessoa, seja ele empregado ou empreendedor começa a sentir o peso do esforço excessivo, e o reflexo irá aparecer, seja fisicamente, mentalmente ou até mesmo no ambiente familiar. Vamos analisar alguns fatos que reforçam essa constatação, duas pesquisas realizadas por um instituto Norte Americano respeitado elucida: Em 2017 fora realizado uma análise com 614 executivos de RH, e observou que a maior causa de rotatividade de mão de obra e baixa performance, é a sobrecarga de trabalho. O outro estudo apontou ainda que 96% dos líderes seniores se sentem esgotados, com sinais de exaustão e pavor. A Isma Internacional, uma instituição que lida com a prevenção, pesquisa e tratamento do estresse, mostrou que 70% da população economicamente ativa está estressada. Os resultados mostram que 86% apresentam dores musculares, 36% distúrbios do sono, 57% consumo de álcool/drogas prescritas ou de rua, 53% agressividade, 32% distúrbios de apetite, 81% ansiedade, 78% angustia, e a lista segue adiante. Os dados da OSM projetam que em 2020, a depressão será a maior questão de saúde pública existente e que hoje aproximadamente 75% das pessoas com depressão, não recebem o tratamento adequado. Isso ocorre em parte, é claro, pela cultura  predominante citada na abertura deste texto, a valorização do “dar o sangue para ter sucesso ou alcançar o resultado almejado”. Nos meus atendimentos, eu vejo constantemente e principalmente em se tratando de profissionais, pessoas que já estão no seu limite. Porquê, por muito tempo são reconhecidos pelos colegas e sociedade como alguém de sucesso, sendo assim: por que parar e buscar ajuda? Uma vez que somente estava trabalhando muito. Além do mais, quando notava qualquer dificuldade emocional, seja no trabalho ou até mesmo no ambiente familiar, tinha medo de buscar apoio, pois isso só demonstraria algum sinal de vulnerabilidade, que poderia ser confundido com fraqueza e a pessoa não queria perder sua credibilidade junto aos demais. Se você é líder o caso é ainda pior, pois naturalmente você vai esperar da sua equipe a mesma doação, comprometimento e atitude autodestrutiva, transformando sua empresa e sua vida em uma bomba relógio prestes a explodir. Enfim, essas são apenas algumas das vozes interiores que atormentaram meus clientes que passaram por aqui e lhes trago para conhecimento. Muitos profissionais nesta situação são céticos irão questionar os dados, a veracidade das pesquisas e o viés dos entrevistadores, contudo, isso não vai apagar sua angústia e mais uma vez utilizará seu mecanismo de defesa e de racionalização atuará para justificar seus atos. Se você já se identificou com as situações acima, meu caro colega, sinto lhe dizer: - é provável que, você também possuí alguma disfunção nas suas crenças de identidade que precisam ser trabalhadas. Sem adentrar demais no “psicologuês”, ou na psicologia apurada, vamos imaginar a seguinte história: “um garoto com um pai ausente (física ou emocionalmente) e uma mãe que supervaloriza as realizações, seja ela as notas escolares, os feitos esportivos... Porém, quando esse mesmo garoto faz algo de errado, e o Pai que antes era ausente se faz presente somente para disciplinar o garoto. Pois bem, esse garoto tende (analisando friamente, pois podem haver muitos fatores influenciadores ) a crescer acreditando que ele não tem valor próprio, pois a mãe só o reconhecia quando realizava algo e que quando realiza algo seja positivo ou negativo, consegue a atenção que tanto almeja, ou seja se negativo do Pai ausente que o disciplinava e se positivo da Mãe que só o elogiava quando realizava. O que vemos aqui é uma matriz onde o “ser” Identidade, foi desvalorizado em função do “fazer” Realização. Esse garoto cresce e se torna diretor de uma grande empresa ou um empresário, contudo, seu cérebro continua quimicamente buscando a validação e atenção da infância. Desta forma, é muito comum que devido a esta disfunção o adulto abra mão de dar atenção a família, ou a saúde e outras áreas da vida, para participar da eterna e desastrosa maratona pela busca do reconhecimento alheio. Este é apenas um exemplo hipotético, pois está disfunção pode ocorrer de diversas formas, mas o fato aqui é que existe uma alternativa para sair deste cenário. Com as ferramentas do Coaching aliado as análises psicológicas, já conseguimos observar uma quebra deste padrão. Trazendo o cliente ao estágio de consciência destes fatores, imprimindo então novos padrões de comportamento e reforçando as crenças de Identidade através de exercícios cognitivos e emocionais. A prática da meditação, mais conhecida como Mindfulness, também auxilia no autoconhecimento, na gestão das emoções, empatia e habilidades sociais. Os pesquisadores Jack Zenger e Joseph Folkman, relataram na Harvard Business Review, que mais de 300.000 líderes atribuem o seu sucesso: a Inteligência Emocional em detrimento a Inteligência Cognitiva ou ao trabalho excessivo. Ou seja, o segredo está em como você utiliza sua emoções perante as situações, e não ao tempo que você despende sobre ela, basicamente a qualidade atribuída a cada área da sua vida, depende da maturidade emocional com que você lida.

Você tem sentido alguns dos sintomas descritos aqui?

Em média quantas horas trabalha por semana?

Como esta sua vida pessoal, sua auto estima ou qualquer outra área que não seja a profissional?

Se continuar agindo desta maneira, onde estará em 5 anos?

A pergunta final aqui é, agora que você já tem essa informação, o que vai fazer a respeito?

42 visualizações1 comentário
  • Facebook - Black Circle
  • YouTube - Black Circle
  • Instagram - Black Circle

Caso ainda tenha dúvidas,

entre contato com a nossa equipe.

CONTATO@SUCESSA.COM
(48) 99142-0806

FALE CONOSCO